Momento histórico em que viveu Lisboa

Nos primeiros anos de vida, Aleijadinho deve ter tido conhecimento das perversidades do governador luso, D. Pedro de Almeida.

Este autocrata, Conde de Assumar, decretou a destruição das choupanas de adôbe situadas no Morro de Ouro Podre, local onde se refugiavam os escravos do Mestre-de-campo, Pascoal da Silva Guimarães.

Aleijadino, na adolescência, pode entender as velhas rivalidades entre taubateanos e outros paulistas. Sentiu na própria pele a mesquinhez do Governador D. Luiz da Cunha Menezes.

Soube das sangrentas lutas dos habitantes de São Paulo com os emboabas.

Observou o descontentamento, cada vez maior, pela cobrança dos "quintos", taxas obrigatórias que a Colônia tinha de pagar ao Reino. Uma condição intolerável já que os fecundíssimos veios auríferos se exauriam.

Os interesses da Metrópole ligados às jazidas determinaram a mudança do Governo Geral para o Rio de Janeiro porque esta medida era mais conveniente do que a defesa da Colonia do Sacramento, localizada à margem esquerda do Rio da Prata.

E assim também se deslocou do sul em direção ao centro a economia brasileira da época.

Sacerdotes de diversas ordens conseguiam licença para esmolar nas Minas onde arrecadavam grandes quantidade de ouro, início do esplendor dos conventos sob o trabalho escravo.

Descontentamentos, roubos, crimes, disputas entre ordens, mineradores, aventureiros e perseguições não impediram a prosperidade de Vila Rica de Nossa Senhora do Pilar de Albuquerque, nome dado pelo Governador Antônio de Albuquerque à região descoberta.

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